segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sobre a blogueira...e seus 3.0


Meu primo me disse: Esse é o divisor de águas da vida da pessoa.
Será que tem como dividir?
Eu tenho aprendido tanto, amadurecido tanto, por mais que as pessoas me digam: você tem cara de bem menos que 30. Obrigada, de nada. A mãe Natureza e o Papai do Céu são muito bons comigo! Rsrs
Tantas coisas acontecem na nossa vida e muitas delas nem percebemos. Tudo, até as coisas mais simples, tem sua importância na formação do nosso caráter, da nossa pessoa.
Hoje eu agradeço muito por tudo que passei. Cada sorriso, cada abraço, cada lágrima, cada dor, mas principalmente por cada palavra e pela ‘digestão’ delas... Pois foi através disso que eu formei e formo minhas opiniões, minha postura, minhas atitudes.
Aprendi de forma serena que liberdade é ter a mente em paz, é muito além do que pensamos. Aprendi que nunca se está sozinho quando se tem a si mesmo, e em si mesmo o melhor amigo.
Eu não sou a melhor pessoa do mundo. Mas eu me amo como eu sou, e quando acho que estou errada tenho a capacidade de pedir desculpas, mudar, tentar consertar o que eu fiz de errado.
Amo a mim mesma pelo simples fato de que amor próprio é conhecimento. E ninguém gosta de nada que não conhece.
Eu tenho o privilégio de ter os maiores exemplos de honestidade dentro da minha própria casa, que independente de todas as diferenças e desavenças que tenhamos, são e sempre serão meu orgulho. Pai, mãe, tata... Meus avós, tios e primos... Uma família abençoada. Tenho também o privilégio de ter amigos fantásticos. Aqueles que são exatamente o contrário uns dos outros, e por isso eu me sinto tão bem. Cada um sabe me preencher de maneira diferente e própria. Sou multi, sempre fui. Em tudo na vida. Quem já me viu parada, se assustou. Quero sempre mais. Liderar, buscar, criar, propor, melhorar. Melhorar nem que seja o pedacinho do mundo onde eu vivo. É o que eu tenho feito. Sem deixar meus planos morrerem. Meus sonhos estão vivos em mim, e a cada dia eles crescem um pouco mais, e ficam mais próximos. Uns se adaptam, outros mudam a prioridade. Mas não deixo de sonhar e de buscar.
Tenho dentro de mim um Deus que incrivelmente me cuida e me incentiva a ser melhor. Por mais que alguns hipócritas digam que Deus não me aceita. Ele me aceita e me ama como eu sou, sabe por quê? Porque ele não olha meus pecados. Olha meu coração, que tem bondade.
Eu sei que foi só mais um dia na minha vida, e que todos eles têm igual importância. Mas eu pude perceber tanto carinho, tanta admiração, e também achar que estou no caminho certo. Obrigada a todos que de qualquer maneira demonstraram uma admiração, um carinho, um apreço. Até mesmo em pensamento. Saber que estou viva na memória das pessoas de uma forma positiva me incentiva, me renova, me dá combustível para ser ainda melhor.
Parando para refletir um pouco, me deparei com coisas do tipo: Estou velha? Estou no caminho certo?
E lembrei-me do que eu sempre digo: Apesar de ter milhares de estilos, facetas, o que envelhece é o corpo. Se sua alma, seu espírito não envelhecerem, você será uma eterna criança!
Que venham mais 30, 60, 90 anos e milhões de experiências fantásticas, gente boa na minha vida, aprendizados, sorrisos, valor às pessoas e às coisas simples da vida, amor e gratidão.

Querida vida, estou pronta... para continuar a aprender!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Relacionamentos - Arnaldo Jabor

É sim, mais um da série... Poderia ter escrito isso... Mas como foi o Jabor, dá mais credibilidade haha...

RELACIONAMENTOS

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
– Ah, terminei o namoro…
– Nossa, quanto tempo?’
– Cinco anos… Mas não deu certo…acabou
– É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico; que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate… se joga… se não bate…mais um Martini, por favor… e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim…quem disse que ser adulto é fácil?
FATO – No tempo certo…Na hora certa.



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

E aíiiiiiii?




Não sei. A única coisa que sei é que um riso frouxo se abria a cada vez que elas se encontravam. Era assim. Sempre. Com briga, sem briga. Com diálogo ou sem diálogo. Era aquela coisa que o coração sorri mesmo sem você querer. Como todo romance, esse também teve lágrimas. Mas teve amor também. Amor de carinho. Amor de beijos. Amor de mordidas. Amor de amor.
Uma compreensão fora do normal. Uma vontade louca de conversar a vida inteira.
Mas a vida caminha. Toma rumos diferentes. E isso passa. Não. Não passou. Mas todo mundo diz que passa.
De um lado, uma andorinha sem gaiola, louca de vontade de voar. Mais alto e mais longe. Mas com o ninho pronto ali, no coração dela. De outro, uma louca vontade de fazer com que essa andorinha não saia mais do ninho.
E tudo que elas esperam é que as peças de seus quebra-cabeças se encaixem. Aqui, ali, onde for possível.
Todas as lágrimas devem ser risos. Todo carinho deve permanecer. Todo amor envolvido ficará. Porque, por mais que tudo na vida passe, tem coisas que ficam.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Seja o amor da sua vida…

Acho que as pessoas me escutam algumas vezes, e que outras me traduzem em palavras! Mais um da série: recebi, não foi eu quem escrevi, poderia... E Obrigada! De nada!
Apaixone-se por si mesmo e pela vida, depois por quem quiser
Nós nos esquecemos do nosso lugar no mundo. Temos medo de não correspondermos às expectativas dos outros, de não encontrarmos o amor de nossas vidas, de não termos sucesso, de não atingirmos as nossas metas, de não nascermos, crescermos e nos reproduzirmos.
Em resumo, nos submetemos ao que os outros esperam de nós. Chegamos a um ponto em que não sabemos como nos respeitar, e nem como lidar com nós mesmos. Não sabemos como enfatizar tudo de maravilhoso que existe dentro de nós.
“Nos fizeram acreditar que ‘o grande amor’ só acontece uma vez, geralmente aos 30 anos. Porém, não nos disseram que o amor não é acionado e nem que ele não chega com hora marcada.
Nos fizeram acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só faz sentido quando encontramos a nossa outra metade. Nós não fomos informados de que já nascemos inteiros e que ninguém tem que carregar a responsabilidade de completar o que nos falta.
 Nos fizeram acreditar em uma fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando e agindo da mesma forma. Não nos contaram que isso tem um nome: “anulação”, e que apenas indivíduos com personalidade própria são capazes de ter um relacionamento saudável. Nos fizeram acreditar que o casamento é obrigatório e que os desejos fora deste âmbito devem ser reprimidos.
 Nos fizeram acreditar que os bonitos e magros são mais amados. Que só há uma fórmula para a felicidade, a mesma para todos; aqueles que fogem dela estão condenados à marginalização.
 Nós não fomos informados de que estas fórmulas estão erradas, que elas frustram as pessoas, as deixam alienadas e que podemos tentar muitas outras alternativas.
 Ninguém vai lhe dizer isso, todos vão ter que descobrir sozinhos. E aí, quando estiver realmente apaixonado por si mesmo, você será capaz de ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

Vivemos em um mundo onde nos escondemos para fazer amor… Embora a violência seja praticada em plena luz do dia”
Não podemos viver sem nós mesmos
“Aprenda a dizer ‘eu me amo’ antes de dizer ‘eu te amo’. Isso irá fortalecer o seu amor”
 Lembre-se de que sem você, você não pode fazer nada. Você não pode viver, respirar, sorrir e nem se apaixonar… Este raciocínio tão óbvio e tão simples está por trás de uma premissa que deveria guiar as nossas vidas: cuide de si mesmo e, se necessário, ajude os outros a se cuidarem.
Ou seja, conseguimos pouco ou nada entregando a nossa vida, a nossa coragem e a nossa rotina para os outros serem felizes. Isso não significa que devemos parar de nos preocuparmos com os outros, mas temos de alcançar um equilíbrio e não nos esquecermos da importância de construirmos o nosso próprio crescimento pessoal.
“Se o amor fosse uma árvore, as raízes seriam o amor próprio. Quanto mais você se ama, mais frutos o seu amor dará aos demais, e mais sustentável será ao longo do tempo”
 Aumentar o nosso cuidado pessoal não é fácil, mas vale a pena. Afinal, quando falamos de amor, todos nós ganhamos. Para que isso aconteça, temos que cuidar de nossas raízes regando nossa árvore; esta é a única forma torná-la grande e forte.
Quando o seu “eu interior” falha, tudo ao seu redor falha também. Você não pode dar tudo para os outros e ficar vazio por dentro; isso causa uma sensação de desolação insuportável.

Então, apaixone-se por você primeiro; cuide e cultive a si mesmo. Ame a vida para conseguir amar em plenitude, sem apegar-se excessivamente a nada. Em outras palavras, o objetivo é cultivar a sua felicidade para ser capaz de dividi-la. Se você mimar a sua árvore e cuidar bem dela todos os dias, seus frutos crescerão saudáveis e cheios de energia positiva.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vida de Solteiro

Mais um da série: Meus amigos teriam certeza que fui eu quem escrevi. haha

http://precisavaescrever.com.br/vida-de-solteiro/


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Organizando meus pensamentos...

Obrigada por organizar meus pensamentos e sentimentos!

http://linhasdelinhares.com/2015/07/nao-voce-nao-me-perdeu/

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O FIM - Ou o quase fim!


Quantos términos para o término de um amor?
Quantos “agora acabou!” é necessário dizer para realmente acabar?
Quantas portas a bater até entregar a chave?
Quantos desaforos até calar a boca?
Quantas discussões até conversar com calma?
Quantas gavetas serão esvaziadas até arrumar a mala?
Quantas desistências existem dentro da insistência?
Quantos reavivamentos são possíveis de um fogo morto?
Quantas recaídas até cair de vez?
Porque descobrir o fim ainda não é comunicar o fim.
Porque determinar o fim ainda não é explicar o fim.
Porque sentir o fim ainda não é encaminhar o fim.
É um amigo falar que seu relacionamento não tem mais saída, que eu já sei que ele caminhará muita rua antes de enxergar a parede.
É mais um desabafo do que uma verdade.
É mais uma vontade do que uma realização.
É mais um despacho do que um despejo.
Está no começo do fim, o que não significa fim.
Está elaborando o fim, mas não selando o fim.
Está roteirizando o fim, mas não contracenando o fim.
Está preparando o fim, mas não alterando a vida.
O fim demora. O fim é semelhante a muitos reinícios. O fim é procurar o melhor jeito de contar a notícia. O fim é ouvir o contraponto. O fim é oferecer mais uma chance. O fim é cansar de tanto casar. O fim é exaurir os apelos. O fim é depor as armas e não mais impor mudanças. O fim é esgotar as chantagens e as ameaças. O fim é se perdoar pouco a pouco por quebrar as promessas. O fim é não criar mais desculpas, é não ser mais bonzinho, é não querer repassar a culpa, é assumir a responsabilidade, é não ser o certo e não julgar o errado. O fim é bloquear o coração mais do que o telefone. O fim é longo.
O fim é serenidade que vem depois da adrenalina do desespero. Não é chorar, chorar é o princípio do fim, o fim é quando as lágrimas secaram, é quando os olhos pararam de nadar, é quando não há esperança de resgate.
Encerrar uma relação imita o cartucho de qualquer impressora. O computador indica o término, mas poderá imprimir mais cem páginas: folhas falhadas e com a tinta se esvaindo lentamente.
Cem páginas rendem um livro lindo e triste de poesia, porém jamais terá páginas suficientes para fazer um novo romance.

Fabrício Carpinejar

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

E se pensarmos assim, a vida melhora um tanto razoável...

Mais um da série: acho que todo mundo deveria ler!
Recebido de forma especial num dia qualquer, pronto para ser especial também!

"É preciso correr os riscos, dizia ele. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.
Todos os dias Deus nos dá - junto com o sol - um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos esse momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e será igual a amanhã. Mas quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Este momento existe - um momento em que toda a força das estrelas passa por nós e nos permite fazer milagres.
A felicidade às vezes é uma bênção - mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões - mas tudo é passageiro e não deixa marcas. E, no futuro, poderemos olhar para trás com orgulho e fé.
Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque esse talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás - porque sempre olhamos para trás - vai escutar seu coração dizendo: "O que fizeste com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida."
Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado."

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Essencialmente...

Hoje me vi diferente.
Sou eu mesma.
Sou a minha essência, e não adianta fugir.
Por mais que eu canse, e ache que a fuga seja uma rota, ela não é.
Mas é que as vezes a gente cansa mesmo. De tentar e não ver resultados. 
Hoje eu vejo.
Vi.
Meu resultado é que eu sempre deixo o mundo um pouquinho melhor onde passo.
Não. Não dá pra mudar o mundo.
Dá pra mudar o pedacinho do mundo onde eu vivo.
E é isso que me move e que vai me mover de agora em diante. 
Sou uma pessoa boa e ninguém vai mudar isso.
Minha casca dura é pra não deixar os espinhos me ferirem. Mas ninguém coloca casca nos olhos. E meu olhar sempre vai dizer tudo.
Hoje eu acordei com um turbilhão de sentimentos, ideias, sensações. E decidi: Ninguém vai me impedir de ser melhor. E ser melhor é ser feliz.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Come on!

Venha!



Venha!

Mas venha nua!
Venha despida de qualquer dor que tenha tido na sua trajetória.
Venha sem os espinhos que a espetaram.
Venha livre de medos e insensibilidades.
Venha leve. Venha calma.
Venha leve. Venha cheia de vida. Para nossa sintonia.
Venha apenas.
Se o seu coração for puro, o meu então se abrirá para recebê-lo
 com flores nas mãos e sorrisos nos lábios!
O resto as ‘coincidências’ da vida se encarregam de fazer.
Mas se não quiser ficar, nem venha. Ou melhor, venha! Deixe-me tudo de bom que tiver, e leve tudo de bom que em mim existir.
Afinal, a vida é um eterno ganhar-doar!
A gente só perde aquilo que deixa de tentar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Be Foolish!

A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral.
A vida já é um caos, por que fazemos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a pungência para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos.
Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho para tudo, soluções sensatas, objetivos claramente traçados, mas não consegue rir quando tropeça?
Que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor ideia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao parque?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas, e daí, o que elas farão se já não tem por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; pior se for densa. Dura e densa, ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço...
“Empine pipa”!!!
Adultos podem ( e devem) passear no parque, beliscar o bumbum da mulher e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único não realmente aceitável.
Teste a teoria. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que são: passageiras, acorde de manhã e decidida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir.
Bom mesmo é ter o problema na cabeça, o sorriso na boca e  paz no coração!!!
Tenha um dia perfeito, uma vida linda e nunca deixe de ser criança...”


(Arnaldo Jabor)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Mais um da série: Não fui eu que escrevi... Mas poderia... Deveria até!

Vale ler!


Quanto tempo ainda vamos perder?
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”
Ah, Drummond.
Ele sempre foi minha grande paixão. Mas essa frase… Essa frase é especial. Foi a frase que minha amiga amada pediu para pintarem na parede do seu quarto quando começou a quimioterapia. E ela viveu todos seus dias intensamente, com um sorriso no rosto, pedindo pra ficar mais um pouco.
Até que um dia ela se foi. E eu, aos 18 anos, me prometi que viveria por mim e por ela. Que não teria medo de arriscar e que nunca faria da minha vida um mero encadeamento de dias. Estou tentando. Então, diariamente, uma pergunta martela na minha cabeça: quanto tempo perdemos?  E quanto tempo ainda vamos perder?
Porque me falta tempo; porque acordo cedo amanhã; porque tô com enxaqueca; porque tô de dieta. Com excesso de zelo, excesso de cautela, excesso de fé na ideia de que sempre pode ficar para amanhã.
Chega, vai. A vida é só uma e a vida passa correndo. Quando a gente vê, já passaram as chances e tudo o que sobra na cabeça é um triste e fosco rol de hipóteses não tentadas e de riscos não corridos.
E essa conversa não é necessariamente sobre projetos grandiosos. É simplesmente sobre sopros de liberdade. Sobre uma vida mais feliz por ter menos regras intransponíveis.
É sobre pegar um cinema sozinho, de preferência numa terça-feira. Sobre comprar uma passagem poucas horas antes do voo. E ir só com a roupa do corpo. Sobre voltar da padaria com um sonho pro porteiro do prédio. Sobre ir de pijama à garagem buscar aquele negócio que ficou no carro. Sobre entrar no elevador com a toalha de banho enrolada na cabeça Sobre comer jiló, javali, jaca, jacaré. Sobre pedir desculpas por um erro de 2002. Sobre pegar insetos nas mãos. Sobre ligar, dizer que sente falta, que sente muito, que sente que pode ser agora.
Sobre comprar aquela peça de roupa que você sempre namorou, mas que acha inadequada para a sua idade ou para o seu tipo físico. Sobre fazer caretas para as crianças da perua escolar no trânsito. Sobre parar num bar e tomar uma, duas, três cervejas só na sua companhia, em horários inadequados. Sobre deitar na cama, dormir de roupa, sem escovar os dentes.
Sobre finalmente mandar pessoas tóxicas à merda. Sobre cortar curtinho, pular do alto, nadar no fundo. Sobre um belo dia resolver mudar e fazer tudo o que se quer fazer, se libertando daquela vida vulgar que a Rita Lee cantou. Sobre não se render mais um dia à tal prudência egoísta que nada arrisca de Drummond.

Porque é fácil levar uma vida banal e queixar-se a respeito dela. Mas será que quando a vida não é fantástica, a culpa é do destino ou a culpa é nossa? Eu não sei se a vida é curta, mas sei que essa vida é uma só. E que o tempo não volta. A gente tem que fazer o que tem que ser feito. Pode ser hoje. Façamos ser hoje.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Ler enobrece a alma! (Mais um da série: vocês tem que ler!)

Tempos de amnésia obrigatória 
MARTHA MEDEIROS
ZERO HORA - 04/09/11

A gente procura esquecer para poder ir adiante, mas que espécie de caminho trilhamos quando não enfrentamos a verdade?

Com diferença de poucos dias, uma amiga do Rio e um leitor aqui do Sul me enviaram vídeos protagonizados pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano. Em um, ele dá uma entrevista e, no outro, lê os próprios textos. Ambos os programas estão acessíveis pelo YouTube. Respeito as coincidências: como é que eu ainda não havia me dedicado a esse grande pensador humanista?

Num dos vídeos, Galeano aparece lendo seu texto “El Derecho al Delírio”, onde descreve como seria um mundo ideal, e aproveita para homenagear aqueles que insistem em não esquecer a própria história (a exemplo das mães da Plaza de Mayo) nesses tempos de amnésia obrigatória.

A partir daí não ouvi mais nada, pois considerei marcante essa expressão: tempos de amnésia obrigatória. O assunto mereceria um tratado. Amnésia. É o que explica tanta neurose e tanta infelicidade. A gente procura esquecer para poder ir adiante, mas que espécie de caminho trilhamos quando não enfrentamos a verdade?

Esquecer é uma estratégia de sobrevivência. Somos todos uns esquecidos crônicos. Pra começar, esquecemos de alguns descuidos que sofremos na infância, pois nos educaram para considerar pai e mãe infalíveis.

Dessa forma, nossas dores internas acabam ganhando o apelido de fricotes, só que esses fricotes viram traumas, e esses traumas minam nossa confiança na vida e sustentam os consultórios psiquiátricos, já que esquecer é uma forma de impedir a compreensão absoluta de nós mesmos e alguém precisa nos ajudar a lembrar para nos libertarmos.

Esquecemos os desaforos que tivemos que engolir durante um casamento ou namoro, tudo porque nos ensinaram que o amor deve ser forte o suficiente para aguentar os revezes da convivência, e também por medo da solidão, que tem péssimo cartaz.

Então, para nos enquadramos e nos sentirmos amados e estoicos, esquecemos as mentiras, as traições, os maus tratos, as indiferenças e mantemos algo que ainda parece uma relação, mas que deixou de ser no momento em que enfiamos a cabeça dentro do buraco.

Esquecemos em quem votamos, céticos de que em política nada muda, e em vez de investirmos nossa energia em manifestações de repúdio à corrupção, deixamos pra lá e seguimos em frente conformados com a roubalheira, desmemoriados sobre nossos direitos.

E esquecemos, principalmente, de quem somos. Dos nossos ideais, das nossas vontades, dos nossos sonhos, das nossas crenças, tudo em prol de uma adaptação ao meio, de uma preguiça em desfazer o combinado e buscar uma saída alternativa, de uma covardia que gruda na alma e congela os movimentos. Esquecer de nós mesmos é assinar um contrato com a resignação.

Obrigada, Galeano, por nos fazer lembrar: a amnésia é uma opção, não é obrigatória.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ficar com alguém...

Novamente, o texto não é meu, mas poderia ser, e merece ser lido!

Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve.

Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.

Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros.

Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa.

Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você.

Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais.

Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados.

Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.

Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações.

Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira.

Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você.

Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois.
FIQUE PRINCIPALMENTE COM ALGUEM QUE CONFIE EM VC!