Não sei. A única coisa que
sei é que um riso frouxo se abria a cada vez que elas se encontravam. Era
assim. Sempre. Com briga, sem briga. Com diálogo ou sem diálogo. Era aquela
coisa que o coração sorri mesmo sem você querer. Como todo romance, esse também
teve lágrimas. Mas teve amor também. Amor de carinho. Amor de beijos. Amor de
mordidas. Amor de amor.
Uma compreensão fora do
normal. Uma vontade louca de conversar a vida inteira.
Mas a vida caminha. Toma
rumos diferentes. E isso passa. Não. Não passou. Mas todo mundo diz que passa.
De um lado, uma andorinha
sem gaiola, louca de vontade de voar. Mais alto e mais longe. Mas com o ninho
pronto ali, no coração dela. De outro, uma louca vontade de fazer com que essa
andorinha não saia mais do ninho.
E tudo que elas esperam é
que as peças de seus quebra-cabeças se encaixem. Aqui, ali, onde for possível.
Todas as lágrimas devem ser
risos. Todo carinho deve permanecer. Todo amor envolvido ficará. Porque, por
mais que tudo na vida passe, tem coisas que ficam.

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