quarta-feira, 14 de outubro de 2015

E aíiiiiiii?




Não sei. A única coisa que sei é que um riso frouxo se abria a cada vez que elas se encontravam. Era assim. Sempre. Com briga, sem briga. Com diálogo ou sem diálogo. Era aquela coisa que o coração sorri mesmo sem você querer. Como todo romance, esse também teve lágrimas. Mas teve amor também. Amor de carinho. Amor de beijos. Amor de mordidas. Amor de amor.
Uma compreensão fora do normal. Uma vontade louca de conversar a vida inteira.
Mas a vida caminha. Toma rumos diferentes. E isso passa. Não. Não passou. Mas todo mundo diz que passa.
De um lado, uma andorinha sem gaiola, louca de vontade de voar. Mais alto e mais longe. Mas com o ninho pronto ali, no coração dela. De outro, uma louca vontade de fazer com que essa andorinha não saia mais do ninho.
E tudo que elas esperam é que as peças de seus quebra-cabeças se encaixem. Aqui, ali, onde for possível.
Todas as lágrimas devem ser risos. Todo carinho deve permanecer. Todo amor envolvido ficará. Porque, por mais que tudo na vida passe, tem coisas que ficam.


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